As vantagens concretas para você investir em fundos ESG

Especialista lista as principais vantagens desse tipo de aporte.


Nos últimos anos ― e mais intensamente depois da pandemia de Covid-19 ―, o mercado financeiro começou a prestar mais atenção nos fundos ESG, que seguem práticas ambientais, sociais e de governança. Ainda que a existência cada vez maior e mais intensa desses critérios seja uma demanda das novas gerações, os investidores mais sêniores também estão começando a direcionar seus aportes para as empresas com modelos de negócios mais sustentáveis e responsáveis.

De acordo com levantamento realizado pela Morningstar, empresa provedora independente de dados e análise de investimentos, apenas em 2020 os fundos ESG captaram cerca de R$ 2,5 bilhões no Brasil.


Se comparado com toda a quantia gerada pelo mercado de fundos, esse valor ainda é pequeno, mas não deixa de ser impressionante levando em consideração que é uma modalidade recente. Ainda segundo o estudo, no ano passado foram criados 85 produtos classificados como ESG, contra apenas seis em 2019.

Recentemente, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) propôs novos critérios para os fundos de renda fixa e ações ESG: para ser considerado sustentável, ele precisa, entre outras normas, conter processos e metodologias que atestem seu compromisso e constante monitoramento da carteira.

E, quanto mais regulamentação, mais estruturado ficam os produtos desse segmento, o que atrai ainda mais investidores. Pensando em quem está se perguntando se vale mesmo a pena embarcar nessa onda, a Pandhora Investimentos, gestora de fundos de investimentos quantitativos, listou cinco vantagens desse tipo de aporte. Confira:


1. Foco na sustentabilidade

Ainda que pareça óbvio, a sustentabilidade merece ser exaltada por ter um enorme potencial de ajudar a preservar o meio ambiente, mas os benefícios vão além. “As empresas que apostam nela acabam por se destacar frente ao mercado, o que tende a incentivar outras organizações a fazerem o mesmo, formando uma cadeia de busca por práticas ecologicamente corretas, transparentes e inclusivas. Isso gera diversas consequências positivas tanto para a natureza quanto para a sociedade como um todo”, comenta Flora Damin, Partner and Investor Relations da Pandhora.

2. Maior confiança ao investir

Um dos critérios mais significativos dos fundos ESG é a transparência da gestão das companhias, o que influencia diretamente na política corporativa. E, por ter essa questão muito bem estabelecida, o investimento neles se torna mais confiável. “A principal meta é aportar em empresas que exibam maior nível de confiança, com potencial de valorização e qualidade na administração”, analisa a especialista.

3. Minimização de riscos

Para Flora, os filtros ESG podem evitar riscos ligados a catástrofes ambientais, escândalos de corrupção e sociais. Por exemplo, no caso ambiental, justamente por o levarem bem a sério, é esperado que as instituições estejam menos propensas a terem complicações como multas e punições, o que mitiga os riscos do produto.

4. Complementariedade aos fundamentos econômicos

Quem está inserido no universo dos investimentos sabe a importância da análise fundamentalista na tomada de decisão. “Ao considerar os critérios ESG, existe uma avaliação mais profunda dos riscos do negócio, que complementa as análises fundamentalistas tradicionais. Isso faz com que essa investigação seja mais completa e assertiva”, observa.

5. Possibilidade de desempenho superior

Por ser uma modalidade relativamente recente, muitos ainda duvidam do real potencial de lucro dos fundos ESG. “É preciso abandonar a ideia de que os investimentos verdes têm menos rentabilidade”, pondera Flora.

Isso pode ser comprovado por meio do estudo Oxford Review of Economic Policy, realizado pela universidade de Oxford, que fala que projetos voltados a políticas ambientais e ecológicas podem trazer um retorno à curto prazo maior por dólar investido e, a longo prazo, resultam em economia.


FONTE: TERRA / HOMEWORK